OPINIÃO

E Se Jesus Não Tivesse Sido Crucificado?

E SE CRISTO NÃO TIVESSE MORRIDO POR NÓS? E SE PILATOS NÃO TIVESSE LAVADO AS MÃOS? E SE A MULTIDÃO TIVESSE ESCOLHIDO BARRABÁS?

A Bíblia diz que após o julgamento de Jesus,  Pôncio Pilatos condenou-o à morte, mas antes ele lavou suas mãos e disse que a culpa decorrente da morte de Jesus, seria da população presente, os Judeus.

Esse relato está em Mateus 27:24-25: “Pilatos viu que nada adiantava, mas que, ao contrário, o tumulto crescia. Fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: Sou inocente do sangue deste homem. Isto é lá convosco! E todo o povo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!” – Bíblia de Jerusalém.

Pelo que sabemos vinte e cinco profecias do Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, que falam sobre a traição, o julgamento, a morte e o sepultamento de nosso Mestre Jesus, que foram feitas por diferentes profetas, em épocas diferentes, entre o século 1000 a 500 a.C., foram fielmente cumpridas.

O cumprimento dessas profecias leva a pensar:

Estava tudo predeterminado? Se  sim, qualquer coisa que se fizesse em contrário daria errado ou certo?

Qual o objetivo de Jesus vir ao mundo para ser traído,  com a morte já agendada via crucificação?

Todas as profecias cumpridas, nenhuma perdida. Isto nos faz pensar ou não? Qual era a possibilidade de Jesus não ter sido crucificado? Fico aqui analisando e vejo muitas possibilidades de respostas.

Faço outra pergunta, se o mestre não houvesse morrido em que pé estaria a humanidade agora?

Bom, saindo do fato para as possibilidades, primeiro existe a questão de que o Império Romano não adotaria o cristianismo como religião oficial. As artes baseadas na crucificação e na última ceia, dentre outros aspectos não existiriam.

Sem a crucificação, todas as religiões baseadas em Cristo seriam totalmente diferentes e a grande maioria nem nasceria. A história ocidental seria diferente e nossa história seria outra.

Imagina Portugal descobrindo o “Brasil”, sem trazer padres para catequizar os índios, mas em lugar deles, rabinos. Então “aqueles” padres que vieram nas embarcações, muitos deles exilados por mau comportamento…

Bem, seria interessante recomeçar a contar a história do Brasil de outro ponto de vista, hoje talvez poderíamos ser judeus ortodoxos, conservadores, islâmicos ou até politeístas, e o famoso jeitinho brasileiro não existiria, porque seria incongruente com a fé hebraica.

Agora, cá pra nós, você acredita que era inevitável mesmo a crucificação do nosso Mestre? Se ele tivesse renunciado aos seus ideais de amor, teria se livrado da crucificação? Já parou pra pensar se Jesus queria morrer na cruz?

Acredito que Jesus morreu porque, nunca, jamais, em tempo algum, abandonaria sua missão de nos evangelizar através do exemplo do amor e da fé em Deus.

Jesus ameaçou o status quo vigente dos judeus, que tinham privilégios no Império Romano em relação à liberdade religiosa e uso dos templos judaicos. No momento em que perceberam-no contrariando seus dizeres, por pregar liberdade, amor e não controle das massas, esses senhores, ditos religiosos, tiveram medo de perder o que haviam conquistado.

Jesus também ameaçou a tranquilidade dos Romanos, ao se colocar contra a escravidão, contra o ódio e a intolerância religiosa. As elites não apreciaram as palavras dele. Eles o consideraram um baderneiro, incitando a discórdia e a rebeldia entre seus subalternos judeus.

Pula todas essas conjecturas, e imagina Jesus livre de condenação, morrendo de morte natural, velhice ou doença. O que seria do Cristianismo sem Jesus morto?

Sem o Mestre como mártir, o Cristianismo não teria chegado ao patamar de hoje. Não teríamos a última ceia, nem a páscoa e nem natal. Todos os motivos religiosos cristãos deixariam de fazer sentido para nós. Até a ressurreição, prova da natureza divina do Cristo perderia o sentido para nós.

Sem Jesus, o Cristianismo não teria atingido todas as partes do planeta, e hoje teríamos em lugar dele, países com religiões formadas por judeus, muçulmanos e outras religiões menores formadas a partir da dissidência dessas.

E a cruz cristã? Acabaria o simbolismo, que aliás, só se formou a partir do século IV (quando o cristianismo se tornou religião oficial do Império Romano), e não teria mais o sinal da santa cruz (Pai, Filho e Espírito).

E as cruzadas?  Essas terríveis expedições militares feitas em nome de Cristo, que objetivavam recuperar locais sagrados do cristianismo caído nas mãos dos muçulmanos, talvez nem existissem, porque o Motivo não estaria presente.

E o holocausto nazista? Ah, esse é que não teria existido mesmo, porque  sem crucificação, sem extermínios, é provável que nem cogitassem a construção de campos de concentração, já que não haveria motivos para culpar os judeus pela morte de Jesus.

Ficam outras questões para discutir, sobre se Jesus não tivesse sido crucificado, mas deixo para outro dia.

FocoForçaFé!

 

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