OPINIÃO

Qual o preço da honestidade para você?

Conta a história, que em um presídio de segurança máxima, localizado em um local isolado do resto do mundo, estavam presos bandidos perigosos, outros nem tanto e presos políticos.

Dois prisioneiros dividiam a pequena cela que mal cabiam o beliche e o vaso sanitário. Um deles era um assassino perigoso e o outro era um preso político. Pedro e João, respectivamente. Ambos sabiam, que segundo as estatísticas do local, provavelmente não sairiam vivos dali.

A pequena ração diária mal dava para mantê-los em pé e o trabalho forçado ajudava a debilita-los ainda mais. Todos os dias, morriam vários presos e chegavam outros tantos para ocupar as vagas deixadas.

Os prisioneiros guardavam a sete chaves tudo que lhes era enviado pelos familiares. O roubo era uma constante no local. Se matavam por um biscoito velho e bolorento.

Pedro tinha uma pequena caixa onde guardava um pequeno pacote de biscoitos, duas barras de cereais, três cigarros, duas barras de rapadura. Coisas que para o local, era uma verdadeira fortuna. Como não tinha onde guardar, levava consigo para o trabalho diário seu pequeno tesouro, amarrando a caixa em um pedaço de pano, que prendia à cintura.

Segundo Pedro, os biscoitos e as barra de cereais eram para o dia em que não estivesse mais aguentando de fome, os cigarros e a rapadura eram pra negociar em caso de necessidade imediata  ou para emergências.

Aconteceu que num dia muito chuvoso, Pedro foi designado para trabalhar em meio a um pântano, onde ficariam por vários dias. Se levasse seu tesouro consigo correria o risco de perde-lo no meio da chuva e se o deixasse perderia para outro prisioneiro.

Então João lhe disse:

  • Pode deixar sua caixa comigo, meu amigo. Guardarei como se fosse minha. Quando voltar ela estará intacta te esperando.

Pedro ficou na dúvida. Não tinha amigos na prisão. Ali todos eram inocentes, inclusive ele e João. Mas ele não tinha alternativas seguras. Se levasse consigo a perderia. Se a deixasse, poderia perde-la também. Resolveu arriscar e deixa-la com o colega de cela.

No dia seguinte Pedro se despediu de sua caixa e de seu colega. Achava que o outro não duraria muito, estava muito magro e debilitado. Com certeza usaria seus tesouros para manter sua vida.

Sete dias depois, Pedro e seu grupo volta do trabalho. Ansioso, esperou apenas a conferência do grupo para correr para sua cela a procura de João. Não havia ninguém no local. A porta se fechou atrás dele e teve de esperar o dia seguinte para ter notícias do colega.

Na manhã seguinte, assim que foi liberado dirigiu-se ao guarda do setor e perguntou por João.

  • Morreu há três dias. Mas antes de morrer ele pediu ao Capelão para guardar uma caixa para você.

Pedro sentiu-se sufocar. A caixa estaria vazia, com certeza. Pensou em nem ir lá para conferir.

Coitado do colega. Seus tesouros não foram suficientes para salvar-lhe a vida.

Resolveu ir verificar com o capelão. Aproveitar e fazer uma reza para o colega morto.

Pegou a caixa fechada da mão do padre, abriu e encontrou todos os seus tesouros guardados. Junto aos objetos, um bilhete dobrado. Abriu-o:

  • Prezado Amigo Pedro. Estou nas últimas, muito debilitado. Não sei se conseguirei viver até você voltar. Porque não consigo trabalhar muito mais, eles reduziram minha ração diária, que já era pouca. Sei que vou morrer, por favor dê um jeito de avisar minha família. Deixarei suas coisas com o capelão. Espero que as receba do mesmo jeito que as deixou. Seu amigo, João.

Ps: Realmente sou inocente, Meu crime foi acreditar que podia mudar o mundo.

 

E então, ser honesto é dever de todos. Principalmente, é dever de quem procura a felicidade. E ser fiel aos próprios princípios é uma virtude que liberta o ser humano e o eleva na direção da Luz.

Quer mundo livre da corrupção, do egoísmo, do orgulho? Seja Honesto e digno!

FocoForçaFé!

 

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