OPINIÃO/SONHOS

VIDA QUE DEVIA SEGUIR, MAS NÃO SEGUE

SONHO

Eu estava com minha filha e neto em um local onde morava a minha avó antigamente. Só que a casa dela não estava mais lá. Na rua que cortava a dela existia um rio no lugar. A impressão que tive é que tinha algumas crianças do outro lado do rio nos esperando. Eu ficava olhando e não via como atravessar, embora o rio não estivesse muito fundo. Começou a chover apenas do outro lado e o rio encheu impossibilitando de fato a travessia dele.

Eu comecei a conversar com minha filha sobre como faríamos para resolver o problema, quando minha ex-namorada chegou com o atual dela. Me cumprimentou normalmente e disse que ia almoçar por ali. Nos convidou a todos para acompanhá-los e somente eu aceitei porque estava com muita fome. Eu comecei a acompanhá-los enquanto eles andavam apressadamente em direção ao local do restaurante. Chegamos em um local onde pessoas faziam bagunça, conversavam alto e outras cantavam, pareciam um bando de malucos felizes. Achei esquisito um restaurante com tamanha balbúrdia. Enquanto eu fiquei olhando as pessoas alegres, e fora do normal, eles desceram a rua e se distanciaram de mim. Em dado momento eu os perdi de vista e resolvi ficar por ali mesmo por alguns momentos.

Pensei em procurá-los. Alguém falou comigo que a comida era boa, mas o local não era adequado para mim, que eu voltasse e fosse almoçar com minha filha. Eu olhei, mas não consegui ver o rosto da pessoa. Voltei atrás, mas não encontrei ninguém. Acordei.

O engraçado é que neste dia, eu vi e fui visto pela minha ex, que vive mandando mensagens para mim, apesar de estar firme com o atual namorado dela. Ela mandou uma mensagem que eu estava lindo e que ainda me amava. A safada era uma infiel contumaz, me traiu com a metade do bairro e até com amigos meus. Homem para ela é apenas um cartão de crédito sem limites.

NOSSA ANALISE

Conselhos se fossem bons a gente não dava, vendia-os! Isso era o que minha mãe dizia. Santa sabedoria. Em matéria de amor, não podemos aviar receita, mas de tanto errarmos, um dia ficamos espertos. Esse é um dos problemas…

O local diz respeito a boas lembranças, assim como filho e neto. O rio dificultando nossa travessia e mesmo assim queremos atravessá-lo com a desculpa de que havia algo que precisava de nossa ajuda do outro lado, remontando ao desejo de ir atrás do que não é mais de nossa conta, com desculpa da necessidade de fazê-lo. Apropriadamente nosso cérebro nos adverte, mostrando através da chuva e da enchente que aquele caminho que estamos querendo seguir, naquele momento não nos é adequado.

Seguir a  ex-namorada, mesmo sabendo que ela está acompanhada e no meio do caminho parar para apreciar alguma coisa insólita, como um restaurante cheio de “loucos” é o cérebro conflitando com o coração. Um querendo seguir e, o outro querendo que pare e volte.

Nosso íntimo quer a volta do outro ser, por orgulho e vaidade de querê-lo conosco, mesmo sabendo que não dará certo e que o outro tem outro “dono”. Tanto é que faz com que a “eleita” suma com o outro, para que nós vejamos que não somos o escolhido, e que a situação não passa de nosso coração nos pregando uma peça.

Paramos em dado momento e damos crédito ao nosso cérebro. Voltamos atrás porque intimamente percebemos que a decisão de tentar recomeçar o que desde o principio deu errado, não é uma boa decisão. Não encontramos quem nos deu o conselho, porque somos nós mesmos quem nos alertamos dessa vez, quando o cérebro e o coração entram em sintonia.

Não vale a pena ficar insistindo. No fundo, ficar esperando que aconteça um milagre e a pessoa mude e nos veja com outros olhos, equivale a desistir de nós mesmos. Aproveitemos o que temos no momento, porque felicidade só vem em conta gotas, se deixarmos que ela evapore, pode demorar a pingar de novo.

Se o seu próximo carro do amor perder o freio, não perca tempo tentando brecar, aproveite a velocidade, porque se bater de cara no muro, aproveitou tudo que pode. Sai ralado, mas sai com a certeza de que aproveitou tudo na subida e que descer o morro sem freios, também faz parte da vida.

Tentemos esquecer, embora não seja fácil. Amores bandidos são sempre os mais difíceis de esquecer, porque mexem profundamente com nosso ego. O que dói mesmo na traição, não é saber que o outro ser humano nos traiu, é saber que preferiu outra pessoa a nós. E é isso que choca e machuca profundamente nosso orgulho. Nesses casos nossa vaidade vai de encontro ao chão depois de pular de cem andares, despedaçando geral.

Perdão, perdão e perdão. Recomeçar. E nos esforçarmos para não endurecer o coração e dar o troco em quem não tem nada com a nossa situação anterior.

FocoForçaeFé!

 

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