OPINIÃO/SONHOS

CRISE DE CONSCIÊNCIA

SONHO

Eu estava parada no ponto de ônibus, esperando por alguém. Passou por mim uma caminhonete, grande, preta, muito luxuosa, com algumas pessoas dentro dela. Da janela do carona uma moça me abanou a mão, como se despedisse de mim. Eu olhei e retribui o sorriso e o aceno. O carro continuou e, alguns metros a frente, parou no sinal. A moça me olhou de novo e tornou a acenar e sorrir.

Um sujeito saído não sei de onde, começou a atirar na caminhonete. A moça ainda me olhando, parou de sorrir e gritou para fecharem os vidros. O atirador tinha uma metralhadora e disparava em cima da caminhonete. Achei que a caminhonete iria correr dos tiros, mas ficou esperando o sinal abrir. O sinal abriu, os outros veículos saíram em debandada, mas a caminhonete continuou parada. Achei que eles iriam avançar junto com os outros e nada. Meu coração quase saia pela boca desesperada com tudo aquilo. Eu não conseguia correr como todo mundo fez e, eu só consegui me encostar no muro e ficar observando a situação.

A caminhonete parecia ser blindada, porque os tiros ficavam agarrados à lataria. De repente o barulho parou. Foi como se tivesse acabado a munição. Então, a caminhonete abriu uma das janelas e revidou o ataque. Eu estava na linha de mira quando atiraram. O tiroteio recomeçou e uma bala veio em minha direção. Cheguei a sentir o calor dela no meu corpo. Acordei.

NOSSA ANALISE

O perigo nos rondando, acenando para nós, sorrindo e nos avisando que estamos ao alcance. As pessoas nem sempre, são o que aparentam. Todos trazemos esqueletos escondidos no armário ou embaixo da cama, que são nossos segredos não apresentados a ninguém.

Muitas vezes só enxergamos o que queremos, o que nos apraz. Coração dos outros é terreno exclusivo, não são todos que podem pisar. Nem sempre quem nos sorri, é quem deseja nos fazer o bem. Cuidemos de nossas amizades.

Na grande maioria das vezes, estamos sendo protegidos sem o sabermos. O sorriso que nos foi oferecido não era o bem, mas o mal disfarçado.  Porque não fugimos enquanto todos o fizeram? No fundo confiávamos, porque sabíamos que estávamos sendo protegidos de um ataque eminente.

Mas, mesmo a despeito de tudo, em dado momento fomos deixados à mercê de nós mesmos e tudo parou. A proteção acabou? Não. Nós optamos por não fugir e encarar o problema, mas ele estava acima de nossas forças. Resultado inesperado e incerto, pois acordamos.

Bom, existe um problema disfarçado que não estamos prestando atenção nele. Está crescendo e nos afetando e não estamos dando a devida atenção às suas dimensões. Estamos sendo protegidos, mas devemos começar a pesquisar e descobrir onde está o problema, porque se não procurarmos resolver, ele pode nos derrubar.

Primeiro se mostrou como uma coisa simples, um sorriso, um aceno, nada demais. Nós nem questionamos o fato de que ele nos acenou e sorriu duas vezes. Sorrimos e acenamos de volta, sem nos certificarmos da profundidade dos fatos.

Nossa consciência intuitiva se atirou contra o problema tentando derrubá-lo, enquanto nosso coração induzido ao erro se escondeu confuso, sem saber o que fazer. Só que sozinha, a consciência não deu conta de resolver e parou tudo. Ficamos com a certeza de que houve uma falha e nos sentimos atingidos.

Vamos aproveitar a deixa e procurar a saída que está bem a nossa frente? Vamos parar de acenar e concordar com quem nos oferece soluções fáceis, rápidas e impróprias?

#FocoForcaeFé!

 

 

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