SONHOS

Eu sonhei com mudanças

SONHO

Eu estava vestida de roupa de corrida. Me deparei com um local tipo um parque. Algumas pessoas passaram por mim. Um homem me olhou de cima a baixo, como se examinasse minha pessoa. Olhei para mim e me vi como uma senhora idosa, e antes no início do sonho eu era a mesma.

Continuei a caminhar e vi uma bifurcação. Eu fui pela direita e o homem pela esquerda. Logo a frente um riacho cristalino dividia a pista de caminhada. Um grupo de senhoras ria animadamente. Uma delas perguntou se eu queria ajuda para atravessar o riacho. Eram bem mais velhas do que eu. Brincando eu disse, que só tinha 58 anos e todas riram animadas. Eu tinha dado uma idade bem maior do que a minha, não sei porque. E elas começaram a conversar comigo e foram me acompanhando na travessia do riacho. Depois que atravessei, elas continuaram a conversa e eu enturmei. Depois apareceu uma subida e eu fiquei olhando confusa, sem saber o que fazer. O homem apareceu, ficou me olhando e eu acordei.

MINHA ANALISE

Todos temos problemas. Nos preparamos para uns, que já antevemos na caminhada da vida e, outros vão aparecendo sem nossas considerações a respeito. O medo nos move a todo instante, nos impulsiona para frente ou nos puxa para trás.

A roupa de corrida se apresenta como uma preparação. Seu subconsciente sabe que você precisa tomar providências a respeito do assunto que lhe incomoda e se predispôs a prepará-la para a situação, lhe dando uma roupagem. Corrida, leva a lembrança de exercício, que leva a também exercitar o cérebro para buscar uma solução para o problema, quem sabe sair da rotina e dar uma arejada para encontrar saídas?

O medo de envelhecer na rotina, na mesmice do lugar comum também nos paralisa. O que o outro pensa de nós, o que nós queremos apresentar ao outro que nos olha, tudo somado aos nossos problemas nos impulsionando para frente, ou não.

Muitas vezes no desespero de sermos aceitos, nos vemos diferentes do que somos e até aparentemente melhores do que os outros. Sabe quando ficamos um longo tempo sem ver uma pessoa e quando a encontramos temos a impressão de que ela está bem mais velha, em alguns casos, até mais acabadinha do que a gente? Pois é, ela também tem essa mesma impressão, e muitas vezes somos nós que estamos em pior situação sem percebermos.

O homem que ficou te olhando foi a forma de sua consciência chamar sua atenção para o problema, que você insiste em não admitir. Você era jovem (início do problema) e o homem te mostrou sua outra face que era bem mais velha (demora em decidir a solução), ele te lembra que deveria estar mais madura, tomando decisões. Você insistiu em desconsiderá-lo. Ele saiu do seu caminho, por sua opção em permanecer na indecisão, em cima do muro. Sua mente voltou ao problema, ao te apresentar as senhoras “bem mais velhas” do que você. Elas te ofereceram ajuda para resolver o problema (atravessar a água), você tem recebido ofertas de resolução dos problemas e as tem recusado. São saídas que você tem desprezado. Muitas delas, você não tem tido o cuidado nem de considerar no dia-a-dia, por se achar com condições de resolver, como se fosse mais competente para resolver sozinha, o que parece não ser o caso.

O aumento da idade, é uma tentativa de justificar sua inércia, para não aceitar as mudanças que precisa fazer na sua vida, e como forma de zombar da ajuda que lhe oferecem, como se idade representasse sabedoria. Sua relutância pode ser medo mesmo, desânimo, depressão, qualquer outra coisa. É tão mais cômodo ficar sentada na zona de conforto, esperando acontecer.

De repente aparece uma subida. Todos paralisam esperando sua decisão e, você congela. O homem aparece de novo, cobrando uma decisão, sobre as opções que ele lhe mostrou. Você acorda.

Se continua com medo de se decidir, na dúvida é sempre melhor optar por fazer o bem, sempre. Tudo passa, mesmo se você não fazer nada, passará. O ser humano só consegue se decidir se existir uma força atuando sobre ele para que o faça.

Tendemos a inércia. Nosso ditado é não mexer em time que está ganhando. Portanto, se estamos numa situação aparentemente confortável, tendemos a ficar quietos até que sejamos atingidos e forçados a uma mudança.

Por outro lado, as mudanças radicais podem a princípio nos desnortear, e corremos atrás da solução até que uma outra situação nos faça parar para pensar que não precisamos ficar desesperados, porque nenhuma situação se mantém no topo o tempo todo, e podemos dar uma respirada e voltar ao repouso.

Tudo se resume em que você se mova o suficiente para resolver sua situação. Pare e repense suas decisões. Respire fundo e tente outras soluções. peça e aceite ajuda. Até que veja a saída, continue tentando. Você já tem a solução no subconsciente, resta saber se você quer enfrenta-la de frente. Relembrando que a dor é normal, mas o sofrimento é opcional.

#ProntoFalei!

 

 

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