OPINIÃO

CONSTATAÇÕES

Muitas vezes olhamos o vazio dentro de nós e nos perguntamos onde erramos. Fica parecendo que nos falta algo.

Passamos a vida inteira correndo atrás do prejuízo, como se correr atrás dele fosse bom. Imagina pegar o prejuízo? Vamos fazer o que com ele? – Olha seu calhorda, agora vou lhe quebrar todo, porque o que você fez comigo não se faz, ouviu? Esquisito não é mesmo? Mas, é o que fazemos o tempo todo. Corremos atrás do prejuízo que nos causamos.

Como? Por que? Simples, como morder água. Somos os responsáveis pelos nossos problemas. Todos eles são originados de nossa imprevidência. A nossa imprecaução nos causa dores o tempo todo. Apesar de que a dor é inevitável, o sofrimento é opcional. Entendeu? Não? Vou explicar desenhando para você, começando bem de leve, contando uma historinha…

A gente estuda e trabalha a vida toda (a maioria de nós, pelo menos), esperando por um bônus lá pelos 50 e tantos anos ou mais um pouco, quando aposentamos. Mas nos esquecemos do básico, do mais importante, que é nossa espiritualidade. E quando exercitamos nosso lado espiritual, na maioria das vezes nos bitolamos em religiões cerceadoras e manipuladoras, que nos amedrontam com castigos eternos, dores fenomenais (algumas são mesmos) e com demônios que vão surrupiar nossa felicidade a qualquer custo.

Não bastando os problemas normais que todo ser humano tem, nós procuramos por outros problemas para nos assediar e apoquentar a vida. Mas eu não busco problema, ele vem correndo atrás de mim, dirá você. Busca sim, ó ignóbil ser. Mas como eu faço isso e como deixar de fazer? Kkkkkkkkkkk deveria eu dizer, mas não vou rir de você (agora não) inocente…

Os problemas começam quando nascemos e nos acompanham pela vida afora. Quando bebezinhos somos levados a bel prazer de nossos pais, mas bastou aprender a colocar os pezinhos no chão e dar os passinhos, e “voilá”, problemas surgem. Tropeções, choros, machucados, dores e sofrimentos. À medida em que vamos crescendo, os problemas nos acompanham aumentando de tamanho e as dores também.

Está bem. Você já sabe disso e eu também. Vamos ao que interessa. O que fazemos com nossas dores, nossos problemas? Primeiro, analisar a origem delas. Analisou. Descobriu? Ainda não sabe de onde ela vem? Prevejo aumento de problema nesse caso.

Peraí, sabe aquele dia em que você pediu ao seu patrão para sair mais cedo porque tinha de levar a mãe ao médico? Lembrou? Pois é. Daí ela ligou para o seu trabalho para deixar o recado de que quando chegasse em casa você passasse na farmácia e comprasse o remédio dela. Quem atendeu o telefone? Ah, seu chefe. E preocupado, perguntou sobre a saúde dela. Igual um coco verde, ela respondeu, agradecendo. Nem precisava dizer que ele ficou pê da vida não é mesmo? E o que você estava fazendo naquele horário? Ah sim… imaginei…

Chega em casa e mamãe pergunta pelo remédio. Esqueceu. Mas ela não te avisa que ligou para o seu serviço para te lembrar, pensando que você recebeu o recado. E você nem desconfia.

Dia seguinte, você chega serelepe no emprego e vê a cara de enganado do seu chefe e se pergunta o que deu nele. Já estava com a desculpa pronta, de que esqueceu de pegar o atestado de horas com o médico, mas que vai pegar da próxima vez. Mas o chefe não te pede satisfação e nem fala nada sobre sua saída. Aliviada você vai para sua sala feliz, pensando que a tarde anterior foi ótima.

Alguns dias depois precisa levar sua mãe ao médico. Dessa vez é de verdade. Ela acordou passando mal. E você corre com ela para o SUS. Fica o dia inteiro para ela ser atendida na UPA. Seu celular descarrega, sua mãe esqueceu o dela. E você pensa que vai ficar tudo bem.

No outro dia, você chega no trabalho e vai direto para a sala do chefe explicar a situação. Ele não está, foi para uma reunião, mas deixou um recado para você passar no RH para acertar as contas.

Então você pensa que o chefe não tem coração. Que você precisa do emprego. Que os remédios da sua mãe ficaram caros, que etecetera e tal. E você não pensa em qual a origem do problema, em quantas vezes saiu para levá-la ao médico, quando não era verdade.

Esse foi um exemplo simples. E assim, vamos vivendo a vida, sem pensar nas consequências do que fazemos a nós e aos outros. No fim o problema é entre nós e Deus. Desrespeitamos as regras e culpamos os outros. Porque é mais fácil apontar o dedo, esquecendo que seguramos três deles em nossa direção, para nos lembrar que nós somos caminhantes em evolução e que precisamos o tempo todo controlar nosso coração.

Assumir nossos problemas e dar cabo deles, para poder respirar e recomeçar. Todos os dias um temos recomeço. Sempre teremos um final feliz ou infeliz, dependendo apenas de nossas escolhas. Tudo passa, independente do que escolhermos fazer. Ruim ou bom passa. Escolha fazer o bem. Sempre.

 

 

 

 

 

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