HISTÓRIAS

AMOR AOS BENS MATERIAIS

Uma velha senhora amava muito todos os seus pertences, suas pratarias e porcelanas raras, suas joias de valor inestimável, sua magnífica casa com piscina, seu carro esporte caríssimo.  Um dia, uma doença a colocou frente à morte. Sua única filha, até então relegada ao segundo plano a assistia dia e noite condoída.

A pobre filha da rica senhora, via a mãe definhando frente à doença avassaladora. Também viu a mãe mudar seu proceder ao perceber que nada mais havia a fazer, exceto esperar pelo fim.

A velha senhora percebeu que nada mais faria diferença em sua vida. Que as coisas que ela considerava importante estavam deixando de ser. A família, os amigos, as visitas e principalmente a filha, estavam voltando a se tornar o alvo de seu interesse, diante da possibilidade de perder tudo que amava até então.

À medida que a doença foi destruindo o seu vigor físico e falando-lhe que a morte se aproximava, tudo aquilo deixou de ser importante. Despertou o interesse em gente novamente.

A filha viu tudo em silêncio. Sempre fora preterida em prol das riquezas que a mãe amava. A velha senhora morreu. A filha se livrou de tudo que a mãe mais amava. Não sobrou nenhuma peça de valor. Não queria ser como a mãe, que considerava coisas como mais importantes do que pessoas.

A filha preterida aprendeu que gente é sempre mais importante do que bens. Que o dia de hoje é mais importante do que o de ontem e o de amanhã.

Que bom que ela aprendeu que pessoas são o bem mais precioso. Infelizmente, a maioria de nós não se dá conta disto até não dar mais tempo para rever sua posição. Nossos bens tem o valor que lhes damos. E os valores são mutáveis por causa das convenções sociais que mudam de acordo com a moda.

Podemos citar como exemplo de valor que mudou com o tempo, o sal. Nos primeiros séculos ele era tão valioso que os funcionários eram pagos com ele, motivo pelo qual o pagamento mensal de nosso trabalho se chama salário.

Com o passar do tempo, as prioridades foram mudando. Alguns metais foram se tornando raros e preciosos. Outros, antes caros, se tornaram corriqueiros e com pouco valor. Tudo dependendo do momento.

Atualmente, as coisas continuam mudando como o tempo. Troca de carro anual. Perfumes e tapetes importados. Roupas da última moda de Paris. Coleção de objetos raros e valiosos. Tudo que for possível ajuntar para mostrar ao outro que você possui valores materiais que ele não tem. Triunfos sobre o próximo.

Mas, ai a enfermidade chega sorrateira e tudo, por mais precioso que seja, vai para o canto das preciosidades, sem nenhum valor que possa servir para trazer de volta a saúde. Neste momento de dor, a única coisa realmente preciosa é a companhia daqueles que te amam e te prezam.

Gente é que oferece calor ao apertar a mão, ao abraçar, ao estar presente, ao olhar. Gente é que faz a diferença. Gente é que abre mão do tempo para nos oferecê-lo quando precisamos. Coisas são frias. Coisas não iluminam, apenas refletem. Coisas são coisas.

Nada neste mundo se compara a gente que doa tempo, amor, afeição, ternura e que compartilha felicidade.

Fui…

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