HISTÓRIAS

SAINDO COM UM AMIGO

– Alô! Oi Maria?

– Alô! Sim. Ah, oi, José! Tudo bem contigo?

– Beleza. Eu estou ligando, porque outro dia a gente
conversou e você disse que quando eu quisesse podíamos tomar “umas”. Quer tomar
umas hoje? Mais tarde? Sete ou oito horas?

– Nossa! Legal! O que deu em você? Me convidar assim? Respondeu
Maria.

– Nada. Fiquei com vontade de papear com você. É tão inteligente.
Bom de conversar. Sete horas?

– Sete, ainda está de dia.  Horário de verão. Oito está ótimo. Vou te mandar
uma mensagem com meu endereço.

– Ok. Então te pego as oito na porta de sua casa. Um beijão
pra você.

– Certo então. Até as oito. Outro beijo. Respondeu Maria.

19h45min. O telefone de Maria tocou. Era José. Ela desceu
correndo. Ela estava à porta com um paletó preto, camisa vermelha, calça jeans
apertadinha e sapato social. Deram-se um abraço apertado. Maria teve vontade de
lascar um beijo naquela boca convidativa, mas achou melhor esperar os sinais. Sempre
é melhor esperar. Não é bom avançar na lua, pensando que é queijo. Até então
era um convite de amigo. José estava cheiroso.

Maria estava em um vestido muito bonito, estampado com
predominância de vermelho, que deixava destacada sua cintura fina e seu bundão,
marca registrada. A sandália vermelha combinava com o vestido. Colocou um bom perfume
e estava realmente bonita.

A noite transcorreu agradável. O papo estava bom. Falaram de
trabalho, já que os dois são colegas de profissão. Falaram de si. Ela é
divorciada. José ainda mora com a esposa, embora tenha dito que não há nada
entre os dois, por vontade da própria mulher. Ambos tem filhos.

Maria desacreditou na conversa de que “moram juntos” mas não
“estão juntos”. Já tinha ouvido esta conversa antes e sabia que isto é um papo
pouco consistente e muito menos convincente. É uma forma agradável de dizer ao
outro “estou pulando a cerca”, mas não tem ninguém dando a mínima para isto
agora.

Maria é muito inteligente e gostaria de ser um pouco mais
burrinha, pra não perceber estas estratégias masculinas. Gostaria de não se
incomodar com isto e deixar passar, mas não consegue fazer isto.

Ao final da noite, Maria foi levada em casa, não sem dar uns
amassos e uns pegas antes. Afoito, José
parecia ter “outras” intenções, Maria percebeu, mas desconversou.  Alguns bons beijos e amassos depois, se
despediram com a promessa de se verem em outro dia.

Maria sabia que não haveria outro dia. Por que? Que pergunta
mais besta…

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s