HISTÓRIAS

– A ESPERA é terrível! Pensava Maria. A gente sai com a carinha. Ele dá o maior sentido para a noite. Você fica empolgada, achando que desta vez acertou na escolha. Dá uns beijos legais. Uns amassos de tirar o fôlego. E fica se achando importante. O carinha te diz que você é a azeitona do pastel dele, a cereja do bolo e você, carente, acredita piamente. E quase que rola um “final fantasy” no motel, se não fosse você acender uma luzinha vermelha de alarme no cérebro. No outro dia, fica aguardando o telefonema e nada.

Pois é isto ai… As luzes vermelhas se acenderam não foi a toa não. Todos nós damos sinais evidentes com o corpo do que queremos e do que não queremos. Pena que noventa e nove vírgula nove por cento, não sabem ler estes sinais. E Maria era um delas.

Maria ficou o dia todo esperando o sujeito ligar. E ele não ligou. Porque as pessoas fazem isto com as outras? Custa no final da noite, depois de você não ter conseguido o “final fantasy” desejado, virar pra menina e dizer: olha ai, eu tava a fim de completar o lance. Você tá a fim? Tá não? Então vamos encerrar a ótima noite, vou te levar embora (traduzindo: Então vaza, que estou te dando linha mermão!) Exagero? Claro que não! Se era só isto que estava querendo, porque não ser sincero/a?

A sinceridade economiza horas ao lado do telefone e intermináveis conferências, se por acaso acabou a bateria, o telefone foi abduzido, está no silencioso, oh… quantas desculpas podemos dar…

Voltando a Maria… Ainda deu uma última olhada no telefone, verificou a bateria, olhou o relógio e começou a conjecturar o que foi que ela fez de errado desta vez. Ela havia sido delicada. Deixou que ele falasse a vontade. Fez com que ele se sentisse inteligente na frente dela. Mostrou interesse por ele. Fez tudo certo. Meio que incentivou os avanços, dando sorrisinhos gentis e quando achou que ele estava excedendo, mandou parar. Definitivamente, não sabia o que é que ela havia feito de errado desta vez.

Ich… Maria, assim como tantas desesperadas por uma companhia, não fez nada errado. Apenas não passou no controle de qualidade do rapaz. Ela possivelmente não estava dentro do que ele desejava para si. Apenas isso. Não há nada de errado com Maria. Só não é a praia do carinha e pronto.

A indelicadeza dele e da maioria é não descartar na hora da despedida, quando não tá a fim da pessoa. Ou então, caso ele só tenha percebido que ela não era a praia dele no outro dia, ligar, agradecer pela noite “ótima” e se despedir dizendo que infelizmente no momento ele não está pronto para iniciar novo “affair”, romance, bate-papo, sei lá o que.

Delicadeza nunca sobra. Hoje somos nós que damos o fora, amanhã nós é que tomamos o pé na bunda. Mas as pessoas nunca aprendem a ser gentis com as outras.

Maria, fique bem consigo mesma. Ter companhia não é tudo na vida. Eu sei porque já passei por todas as fases possíveis de um romance, várias vezes. Resolvi colocar meu controle de qualidade no mil, se não me atender que vá à pqp… faça o mesmo… quem te acha pouco é pouco pra você!

Fui… e tarde…

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s