HISTÓRIAS

PARA ONDE VAI NOSSO LIXO?

Não dá mais para ignorar o problema do lixo. Vive-se atualmente em uma sociedade
acostumada ao descarte de quase tudo.

Quem convive hoje com guardanapos ou toalhas de pano em sua na cozinha? Difícil não é mesmo? Descartar é uma opção mais atraente e rápida. Se você é homem, o que
nos diria dos aparelhos de barbear? Quantos já descartou desde que começou a se
barbear pela primeira vez? Cinco, dez, vinte, trinta anos, desde então? Pois saiba
que cada aparelho que você descartou ainda está lá no lixão da cidade. Para onde
eles iriam? E as canetas esferográficas, algumas totalmente descartáveis e
outras somente com carga descartável? E os cafés, refrigerantes, milk shakes
e hambúrgueres para viagem que são colocados em embalagens descartáveis? Sem falar nas facas, garfos e colheres de plástico, tudo para ser descartado no lixo logo
após o uso.

E as fraldas descartáveis em vez das de pano? Sem discussão, são muito
convenientes para se abrir mão delas, diria você que tem ou já teve filhos
pequenos. Só para se ter uma idéia, as fraldas descartáveis, desde sua criação
em 1961 ainda estão nos aterros intactas, pois levam 500 anos para se
degradarem totalmente. Bilhões de fraldas com tonelada de fezes e urina. É um
produto descartável que custa mais do que o produto reutilizável, é
ambientalmente perigoso e utiliza recursos não-renováveis. Mas então vem aquela
pergunta básica: qual mãe atual trocaria a tranqüilidade de uma fralda
descartável pela inconveniência de ter de lavar as fraldas? Realmente, é pedir
muito para elas…

Você consegue imaginar o mundo sem os descartáveis, sem o plástico? Consegue contar o total destas conveniências descartáveis no seu dia-a-dia? Quanta
inconveniência estaria disposto a enfrentar para ver algum alivio no problema
crescente do lixo mundial? Hoje se vive em uma sociedade de descartáveis,
acostumada a jogar de um tudo fora.

Se os hábitos não mudarem, o mundo vai acabar enterrado no próprio lixo, porque os
descartáveis são muito práticos, mas tem um efeito devastador nos depósitos de
lixo das cidades.

Como resolver este impasse? Existem apenas quatro maneiras para se lidar com o lixo,
enterrando, incinerando, reciclando ou o que é melhor, não produzindo.

Será que a solução seria mais aterros sanitários? Os aterros representam uma poluição visual para quem mora perto ou tem de passar por eles e também pode apresentar uma ameaça a saúde no caso daqueles que precisem viver nas suas imediações. À medida que o lixo vai se decompondo nos aterros, produz um gás incolor, inodoro e inflamável
chamado metano. Se não for controlado, o metano pode infiltrar-se no solo matando
a vegetação, penetrando em casas nas redondezas, e explodir se inflamado. Resultando
até em mortes. Sem contar o que o metano pode fazer com os reservatórios de
água subterrâneos, ou aqüíferos, que ficam ameaçados à medida que suas substâncias
químicas perigosas penetram na terra e contaminam a água potável.

Por outro lado, será que a reciclagem resolveria o problema? Onde colocar tanto
material?

As indústrias de plástico tem-se preocupado com este problema, até porque elas tem
medo de que seus produtos possam no futuro ser rejeitados por falta do que
fazer com eles após a utilização do conteúdo. Garrafas de plástico, podem ser
transformadas em fibra para a fabricação de tapetes de poliéster, enchimentos
para forros de casacos de inverno, e uma infinidade de outras coisas.

Em Belo Horizonte, a lei já proibiu sacos plásticos nas compras, permitindo um
preço abusivo na venda das sacolas de plástico, que não são tão descartáveis
como se pensa. Preparem-se, por que já estão pensando em médio prazo, na
proibição do uso de outros descartáveis, tais como copos, bandejas para carne, embalagens para hambúrgueres, dentre outras.

É indiferença da sociedade ou descaso?

Dá para queimar todo o lixo produzido? Queimar os plásticos e outros detritos lançaria
no ar substâncias químicas tóxicas, incluindo a dioxina. Os incineradores produzirão toneladas de cinzas, muitas vezes contaminadas com chumbo e cádmio.
Quem vai querer uma fábrica da morte próxima a sua casa? Ninguém, com certeza.

Desta forma, a crise do lixo continua aumentando. Será que alguém tem a solução? O que você deseja fazer a respeito? Você teria alguma idéia?

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